Impressora
Além de possuir a barba mais épica da Mogúncia, Johannes Gutenberg é também o inventor da prensa móvel, aquela máquina que foi um verdadeiro plot point na história da Humanidade. Os chineses, como sempre, já tinham inventado uma prensa de madeira antes dele, mas a prensa de Gutenberg era mais fácil de manusear, e seus tipos metálicos eram muito mais duradouros.
Com a prensa móvel, ficou fácil fazer centenas de cópias de um mesmo texto. Como você deve imaginar, isso devia ser um feito bastante cabeludo nos anos de 1480.
Se Gutenberg estivesse vivo hoje, ele veria que seu legado na História fez mais do que jus à sua voluptuosa barba repartida em dois. Ele poderia conhecer uma banca de jornal e conferir o advento das revistas e dos jornais, ou visitar uma gráfica e descobrir as maravilhas das fotocopiadoras. Como nada é perfeito nesse mundo, porém, é bem provável que ele acabasse conhecendo também a impressora caseira, aquela sobrinha acéfala da prensa móvel.
A impressora caseira é uma invenção com um problema inerente à sua essência. Ela é a porta de saída do mundo virtual, ou seja, é ela quem faz as letrinhas do seu monitor virarem letrinhas num papel impresso. A impressora traduz mecanicamente uma série de códigos eletrônicos e, por isso, ela não tem muito como fugir dos seus funcionamentos rudimentares.
Fora essa justificativa um tanto leviana, a impressora caseira é também, pura e simplesmente, uma invenção vagabunda e preguiçosa. Assim como o mouse, que evoluiu da bolinha para o sistema óptico, a impressora adquiriu novas formas de funcionamento desde que ela nasceu, como a impressão a laser e a tinta. Ao contrário do mouse, porém, os avanços da impressora não melhoraram em quase nada sua praticidade. Aliás, eu diria até mesmo que, em alguns casos, elas só deixaram tudo um pouco mais complicado.
Impressora é uma merda. Das grandes. Ela emperra, engole papel, e de tempos em tempos precisa ser reabastecida. O erro de impressora que mais me irrita é quando ela puxa um papel, logo depois puxa outro em cima, e imprime uma página em duas metades diferentes de folhas. É um procedimento bem comum dessas filhas da putas, que fode com dois papéis de uma vez só e ás vezes acaba com toda a impressão, porque você imagina que, se um papel já é mais do que o suficiente pra emperrar a máquina, imagina dois!
Chamar uma impressora de burra não é um exagero. Muito pelo contrário, “burra” é eufemismo. A impressora só conhece dois comandos: “imprimir” e “parar de imprimir” e, mesmo assim, ela os executa tão porcamente quanto uma criança de 3 anos cozinhando um risoto num forno a lenha. Quando você pede pra impressora imprimir, ela demora meia hora. Quando você pede pra ela parar de imprimir, ela gasta um papel ou outro antes de interromper o processo. É como se ela confundisse o termo “imprimir” com “continuar parado” e o “parar de imprimir” com “continuar imprimindo”. Não, sério, que retardada!
Lembra que antigamente você passava o cartão de crédito numa máquina com papel carbono, e era todo um aparato meio idiota e desfuncional? Bem, eu imagino que os caixas de loja daquela época deviam pensar todos os dias: “Lá vem aquele bosta com um cartão de crédito! Quando será que vão inventar uma máquina mais inteligente para a gente resolver essa parada?”. Eu penso a mesma coisa com as impressoras, elas estão completamente defasadas no mundo e são de uma época em que fazia sentido se emputecer com pequenos empecilhos de ordem mecânica. Hoje em dia nem Gutenberg acharia legal imprimir um documento do Word numa EPSON da Série Macacos-Me-Fodam.
Outro dia ouvi falar que empresários japoneses estão desenvolvendo uma impressora caseira que imprime aromas. Eu me perguntei: Pra que? Deixem a impressora em paz! Ela já é bem incompetente com o pouco que lhe é ordenado, imagina ter que incluir “cheiros” na sua lista de funções! Eu já estou vendo aquele mundaréu de papelada cheirando a diarréia, quando tudo o que você queria era que sua monografia viesse com uma fragância sutil de rosas. Imagina que inferno?



Nossa. Como me identifiquei com esse post. As impressoras caseiras são realmente idiotas e meio deficientes…..daqui a pouco vão exigir direitos especiais, essas acéfalas.
Que bom! Pensei que o fato de ter tantos problemas para imprimir meu papelzinho fosse mais um problema da idade. Ufa….um problema a menos! Realmente me irrito muito quando tenho que imprimir algo e fico feliz quando tudo dá certo. Hoje tenho uma impressora wireless (certo?), parece que está dando menos trabalho, mas ainda continua atolando folhas.
Suza, vc nao existe meu!
Já tive impressoras de 3 marcas. Todas duraram poucos anos (2 ou 3) e todas bebiam tinta demais. Depois disso desisti. Estou há mais de 5 anos sem uma impressora e sou uma nova pessoa.